FRATERNIDADE LEIGA DE S. DOMINGOS NO PORTO

Setembro 28, 2011

Santo do dia: Beato Lourenço de Ripafratta

Filed under: Personagens — Gabriel Silva @ 8:38 am

Frade e presbítero
Festa a 28 de Setembro

Nasceu na cidade fortificada de Ripafratta, perto de Pisa, Itália, em 1373. Quando já era diácono, ingressou na Ordem dos Pregadores graças ao encorajamento do Beato João Domingos. Após alguns anos de pregação, foi nomeado em 1402 mestre de noviços em Cartona onde formou alguns frades como Santo Antonino, (mais tarde arcebispo de Florença) e João de Fiesóle, o Beato Angélico. Foi prior e leitor em Fiésole e em 1425 foi nomeado vigário geral dos conventos reformados, em Pistoia, cidade onde viria a falecer em 27 de Setembro de 1456.
O seu culto foi confirmado pelo papa Gegório XVI em 1851.

Julho 9, 2008

Santo do dia: Adriano Fortescue

Filed under: Personagens — Gabriel Silva @ 10:33 am

Nasceu por volta de 1476, filho de Sir John Fortescue de Punsbourne e de Elisabeth (Alice) Bolena, em Punsbourne, Inglaterra. A sua família era uma das mais importante do condado de Devonshire e Adriano acompanhou por diversas vezes o Rei Henrique VIII em guerras e batalhas travadas em França. Foi feito Cavaleiro de Bath em 1503. A sua forte religiosidade é atestada pela seu Livro de Horas o qual chegou até aos nossos dias, preenchido com várias máximas e reflexões espirituais escritas pelo seu próprio punho. A sua mãe era tia-avó da rainha Ana Bolena, a cuja coroação Adriano, seu primo, assistiu em 1533. Casou-se em 1499 com Anne Stoner de quem teve dois filhos. Víuvo em 1518, casou novamente em 1530 com Anne Reade de quem teve mais cinco filhos, o último nascido já após a sua morte. Tornou-se membro da Ordem de São João de Malta em 1532 e da Ordem Terceira de São Domingos em Oxford em 1533. A 29 de Agosto de 1534 foi detido por alguns meses e por ordem do Rei por se ter recusado a fazer o Juramento de Sucessão do rei, em virtude do segundo casamento ilegítimo de Henrique VIII. A 3 de Fevereiro de 1539 foi novamente detido por se recusar a fazer o juramento do reconhecimento da supremacia espiritual do Rei, pelo qual este se separava da Igreja de Roma. Foi condenado à morte por alta traição, sem julgamento, em consequência de um Acto do Parlamento que condenou outros 50 opositores, por, entre outros acusações,  «serem seguidores do Bispo de Roma». Foi decapitado na Torre de Londres a 9 de Julho de 1539. O Papa Leão XII procedeu á sua beatificação a 13 de Maio de 1895.

Julho 4, 2008

Santo do dia: Catarina Jarrige

Filed under: Personagens — Gabriel Silva @ 9:35 am

Nascida a 4 de Outubro de 1754 (Doumis, Cantal, França) e falecida  a 4 de Julho de 1836, Mauriac, Cantal, França.

Nasceu no seio de uma família de camponeses pobres em Doumis, Cantal. Os seus tiveram 7 filhos e viviam numa casa de uma única divisão. Desde pequena, como era costume no meio em que vivia, Catarina trabalhou no campo e aos 9 foi contratada como criada numa casa das vizinhanças.

À semelhança da sua padroeira, Santa Catarina de Sena, tornou-se membro da Ordem Terceira de São Domingos.

Apesar de ter grande prazer na dança e festas que os seus colegas de trabalho ocasionalmente organizavam em dias festivos, Catarina entendeu dever renunciar a tal e dedicou-se exclusivamente a apoiar e visitar os mais pobres e necessitados

Quando ocorreu a Revolução Francesa, Catarina apoiou, escondeu, alimentou e protegeu muitos sacerdotes e religiosos refugiados e que não tinham tido oportunidade de escapar para o estrangeiro, face á recusa em jurarem a Constituição Civil do Clero, um documento considerado herético e cismático que as autoridades civis e políticas exigiam a todos os religiosos.

Passada a fúria e perseguição revolucionárias, Catarina continuou a dedicar-se a apoiar os mais frágeis e pobre  até á sua morte em 1836.

O padre Cormier, da Diocese de Saint-Flour deu início ao processo de beatificação. O Papa Pio XII declarou-a Venerável em 1953 e João Paulo II proclamou-a oficialmente beata, no dia 24 de Novembro de 1996, em Roma, sendo a sua festa litúrgica a 4 de Julho.

Junho 20, 2008

Santo do dia: Margarida Ebner

Filed under: Personagens — Gabriel Silva @ 9:00 am

Margarida de Ebner (1291-1351), nasceu no seio de uma das famílias dominantes da cidade de Donauworth, na Baviera, actual Alemanha.

Quanto tinha 15 anos, entrou no vizinho convento de monjas dominicanas de Maria Medingen. Uma sua tia já ali vivia e outras parentes se lhe seguiram. Algumas tiveram cargos de responsabilidade, mas Margarida, aparentemente por motivos de saúde não.

A política do Sacro Império Romano-Germânico teve uma enorme influência na vida de Margarida. Em 1324, as monjas tiveram de sair do seu mosteiro devido á guerra travada entre Luís da Baviera (rei desde 1324, e Imperador entre 1328-1347) e aqueles que lhe disputavam o direito ao trono. Margarida passou dois anos com a sua família na sua cidade natal de Donauworth antes de poder voltar a Maria Medingen.

Em 1328, por razões políticas, o papa excomungou o rei Luís e colocou toda a Alemanha sob interdito. Tal significava que todos os sacramentos eram invalidamente ministrados. Embora o édito tenha sido inicialmente ignorado, posteriormente, em algumas áreas foi efectivamente aplicado. Para as monjas que viviam intensamente a vida sacramental, tal foi uma séria dificuldade e privação de um dos seus principais alimentos espirituais. Margarida abordou várias vezes o assunto. Após dez anos, o Rei Luís «respondeu» ao interdito, elegendo o seu próprio Papa e ordenando sacerdotes na Alemanha para administrarem os sacramentos, sob pena de exílio.

No conflito entre o Rei Luís e o papado, Margarida apoiava o rei Luís. Tal demonstrava uma considerável independência, não apenas por causa de a Ordem dos Pregadores, à qual pertencia, apoiar o Papa, mas porque o seu principal assistente espiritual e amigo, o sacerdote secular Heinrich von Nordlingen, se opunha a Luís e em 1338 escolheu o exílio ao invés de violar o interdito.

É durante o exílio de Heinrich que Margarida escreve o seu livro , Offenbarungen (Revelações). Margarida e Henrich trocam continua correspondência (56 das suas cartas sobreviram, mas muitas outras se perderam). Henrich envia-lhe uma cópia da sua tradução de Fliessende Licht der Gottheit (A Luz irradiante da Divindade), de Mechthild de Magdeburg e encoraja-a a escrever sobre as suas próprias experiências místicas e a enviar-lhe para Berna, na Suíça, onde se encontrava. Apesar de, desde 1312 e até 1348, manter um diário espiritual (que se encontra publicado), em 1344, ela começa de facto a escrever, uma vezes pela sua própria mão, outras, ditando a uma outra monja. Conheceu em 1332 o beato Henrique Suso, frade dominicano e um dos expoentes máximos da escola mística renana e grande impulsionador do movimento «Amigos de Deus». Heinrich fez circular os seus escritos entre os seus amigos por toda a Suíça e Alemanha, tornando-a bastante conhecida. Henrich regressou do exílio em 1350 e visitou Margarida pelo menos uma vez antes de esta falecer em 20 de Junho de 1351.

Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, a 24 de Fevereiro de 1979.
Dia festivo a 20 de Junho.

Junho 18, 2008

Santo do dia: Beata Osana de Mântua

Filed under: Personagens — Gabriel Silva @ 9:00 am

Osanna de Mântua (1449-1505) nasceu em Mântua, Itália e era de família nobre, filha de Niccolò e Agnes Andreasi.

Profundamente religiosa, teve experiência místicas ainda na sua infância, guardando no entanto segredo das mesmas. Aos seis anos de idade terá visto Cristo na Cruz com a coroa de espinhos, tendo na altura prometido viver apenas e só para Deus.

Por forma a poder rezar o Ofício Divino, Osana pediu a seu pai para aprender a ler, mas sem poder revelar a sua verdadeira motivação. Mas foi-lhe recusada tal pretensão, pois os seus pais entendiam que tal era um desperdício, uma vez que ela, como mulher, estaria destinada a ser esposa e a criar uma família.

Quanto tinha 14 anos e soube que se estava a preparar a combinação sobre o seu casamento, foi em segredo até á Igreja dos Dominicanos e recebeu o hábito dos membros da Ordem Terceira Dominicana. Apresentou-se em casa envergando o hábito e explicou que tinha efectuado uma promessa e que o teria de usar até ao seu cumprimento.

O seu pai, como cristão piedoso aceitou tal explicação, embora passados alguns meses começasse a suspeitar das reais intenções da sua filha. Avisou-a de que não a autorizaria a entrar num convento nem a levar uma vida religiosa em casa. No entanto, gradualmente veio a aceitar que Osana prosseguisse uma vida de penitência e prática da caridade para com os mais necessitados. Porque Osana teve de cuidar dos seus irmãos e irmãs após a morte prematura dos seus pais, apenas passados 34 anos e somente alguns meses antes de falecer, pode cumprir finalmente os seus votos religiosos.

Uma lenda afirma que tal como sucedeu com Santa Catarina de Sena, terá aprendido a ler de forma miraculosos, ao ver escrito num as palavras «Jesus» e «Maria». Alegadamente, desde esse dia era capaz de ler todos os escritos espirituais.

Quando Osana tinha 28 anos de idade, recebeu estigmas na sua cabeça, no lado e nos pés, embora fossem visíveis para terceiros apenas em certos dias da semana especialmente ás sextas-feiras e durante a Semana Santa.

Osana relatou a sua vida espiritual e experiências místicas ao seu biógrafo e orientador espiritual, o beneditino Jerónimo de Monte Oliveto. Osana era uma mística que com frequência caía em êxtases quando falava de Deus, e visionava imagens de Cristo crucificado na cruz, para além de durante anos subsistir sem tomar praticamente nenhum alimento.

Ajudava os pobres e serviu como directora espiritual de muita gente, gastando grande parte da fortuna da sua família para auxiliar os mais necessitados. Manifestava frequentemente a sua repulsa pela decadência e criticava a aristocracia pela ausência de moralidade. Foi amiga da beata Columba de Rieti e recebeu apoio espiritual da beata Estevana de Quinzanis. A sua casa era um autêntico centro de acção social e caritativa em benefício dos mais necessitados, bem como um local habitual de reunião e discussão sobre temas espirituais e vida da Igreja. Uma das principais causas de sofrimento de Osana no seu tempo foi a degradação da Igreja sob o pontificado do Papa Alexandre VI.

A Vida da Beata Osana foi escrita em 1507, pouco depois da sua morte. A biografia tem um carácter de relatório detalhado das suas conversas com Osana. Fr. Jerónimo juntou traduções em latim das 24 cartas recebidas de Osana, acompanhadas de documentos certificando a sua autenticidade. Uma outra biografia, publicada em 1505 é da autoria de Fr. Francisco Silvestre de Ferrara OP, um dos mais relevantes teólogos tomistas e que veio a ser Mestre Geral da Ordem.

Faleceu a 18 de Julho de 1505. O seu corpo incorrupto encontra-se em exposição sob o altar de Nossa Senhora do Rosário na Catedral de Mântua, Itália.

O culto a Osana de Mantua foi confirmado pelo Papa Leão X e Inocêncio XII. Foi beatificada de facto a 24 de Novembro de 1694. O seu dia festivo é 18 de Junho.

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